domingo, 10 de dezembro de 2017

Disgrafia (perturbação na escrita)

                                                                                                                          Exemplo de perturbação na escrita 1

Possíveis indicadores de disgrafia (disortografia, discaligrafia...):

1. Descoordenação de movimentos.
2. Lateralidade mal definida.
3. Alterações direcionais das letras.
4. Comportamento irrequieto e instável.
5. Alterações de equilíbrio, tónus e postura.
6. Traçado muito leve ou muito forte.
7. Perturbação da motricidade fina.
8. Mau uso do espaço gráfico.
9. Dificuldades metalinguísticas.
10 Dificuldades em copiar do quadro para o caderno.
11. Justaposição de frases.
12. Omissões, confusões, trocas...  de letras, sílabas, palavras...

 Por exemplo:
Reversões
(b/d)
Inversões
(m/w)
Transposições
(ato/ ota)
Substituições
   (carro/cama)
Repetições
Omissões de letras ou sílabas
Acrescentos de letras ou sílabas
Confusões entre letras ou sílabas
Junções entre palavras
Separações de sílabas ou letras
Construção frásica
Estrutura do texto
Acentuação e pontuação
Caligrafia
(impercetível)
Ordem alfabética

                                                            
                                                                                                                                    Exemplo de perturbação na escrita 2


Outras curiosidades

(Tradução de EMC)

As dificuldades específicas na escrita são denominadas de disgrafia.
A dislexia e a disgrafia podem aparecer em conjunto, são expressões diferentes com diferenças ou fragilidades nas componentes de aprendizagem. Estas fragilidades e diferenças causam dificuldades em processar a linguagem, e escrever é uma parte do processo de linguagem. Muito pode ser feito para fortalecer estas componentes.

Há três categorias a considerar dentro destas micro habilidades de aprendizagem: auditivo, visual e quinestésico.

Problemas comuns na escrita:

1. Sequencialização de episódios.
2. Justaposição de frases.
3. Falta de espaços entre palavras ou inapropriadamente espaçadas.
4. Nenhuma ou pouca utilização de pontuação.
5. Erros frequentes (específicos) de ortografia.

Os estudantes envolvem-se na aprendizagem da leitura e escrita. Ficam, no entanto, espantados porque razão os seus trabalhos escritos (relatórios, diários...) precisam de estar organizados e perfeitos – seguindo as regras comuns da gramática.

Estratégias:
1. Abordar apenas uma regra de cada vez.
2. Começar por expressar ideias oralmente.
3. Criar esboços / fazer rascunhos.

Estes importantes primeiros passos ajudarão o estudante a definir a sua escrita e a  evitar bloqueios e trabalhos incompletos, obedecendo aos requisitos definidos.

As estratégias 1, 2 e 3 ajudam a incrementar as regras fundamentais e a estruturar a escrita: a parte lógica e a linguística. Outra parte importante é a relação entre mãos, olhos e cérebro. Para desenvolver estas ligações, ter-se-á de trabalhar as capacidades motoras de uma forma geral, bem como a motricidade fina.

4. Desenvolver exercícios de coordenação bilateral.
5. Usar livros para colorir e outros jogos infantis que ajudem a desenvolver melhores as capacidades motoras.
6. Quando aplicável, usar as ferramentas tecnológicas.
7. Elogiar qualquer pequeno sucesso.

Como se vê, a escrita não é o único aspeto importante a considerar. Está tudo ligado. À medida que se avança em outras áreas, como a leitura, observamos pequenos avanços nas capacidades de escrita. As competências de escrita podem ser trabalhadas de forma mais fácil e rápida se nos focarmos nos aspetos anteriormente abordados. A aproximação entre estas áreas pode levar a um sucesso mais rápido e, consequentemente, à superação dos problemas de dislexia.

1
Aprender a escrever não é uma atividade simples para crianças com Dislexia.
2
As crianças com Dislexia têm capacidades orais muito bem desenvolvidas.
3
Para ser um bom “escrevente”, trabalhe passo a passo.